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sábado, 27 de outubro de 2012

5ª Aula - A Expansão Portuguesa no Período Henriquino

5ª Aula - A Expansão Portuguesa no Período Henriquino

Por agora apenas a apresentação em PowerPoint, já reciclada, que podem consultar em E - A expansão portuguesa no tempo do Infante D. Henrique.

Em 1418 João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira chegaram à ilha de Porto Santo e no ano seguinte, em 1419, João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo à ilha da Madeira.
Em 1427 Diogo de Silves chegou aos Açores, ao grupo oriental,composto pelas ilhas de Santa Maria e de S. Miguel. A partir de 1431, Gonçalo Velho Cabral terá feito o reconhecimento de todo o grupo central composto pelas ilhas Terceira, S. Jorge, Faial, Graciosa e Pico e, em 1452, Diogo e seu filho João de Teive partiram do Faial e chegaram ao grupo ocidental, o mais afastado da nossa costa continental, composto pelas ilhas das Flores e do Corvo.
Os arquipélagos da Madeira e o dos Açores não eram completamente desconhecidos à data da chegada dos navegadores portugueses já que algumas ilhas apareciam referenciadas em mapas anteriores aos das datas oficiais de "descoberta" e muito provavelmente as ilhas teriam sido visitadas desde a antiguidade.
Os dois arquipélagos estavam desabitados, tinham um clima ameno, chuvas abundantes, terras férteis e mar rico em peixe e marisco o que facilitou o povoamento e exploração.
As ilhas, doadas pela coroa ao infante D. Henrique, foram divididas em capitanias e entregues a capitães-donatários, senhores à maneira feudal, que administravam as capitanias, tinham monopólios no comércio de certos produtos e exerciam a justiça nas suas terras e que tinham como missão povoar e explorar os territórios das suas capitanias ou donatarias.
Na ilha da Madeira, inicialmente explorou-se a madeira, tão abundante que lhe deu o nome, praticou-se a pesca, a apanha de marisco e foram introduzidos os cereais, os legumes variados, a cana de açúcar e a vinha.
Nos Açores explorou-se a urzela, o pastel, a madeira, praticou-se a pesca e a apanha de marisco e introduziram-se os cereais, a cana de açúcar, os legumes e a criação de gado.
Os arquipélagos foram povoados essencialmente com gente do continente a que acresce, no caso dos Açores, colonos oriundos da Flandres.
Entretanto a exploração da costa africana prossegue para sul e em 1434 Gil Eanes, a bordo duma barca, dobra o cabo Bojador, no atual Sahara Ocidental, território atualmente ocupado por Marrocos, zona de navegação perigosa devido à existência de bancos de areia ou baixios, correntes marítimas e ventos fortíssimos que levantam as areias do deserto provocando, por vezes, falta de visibilidade total. Mas para além destes perigos, reais, do lado de lá do referido cabo os navegadores portugueses não haveriam de encontrar dragões, sereias, não veriam a água do oceano ferver e não encontrariam, no continente africano, negros sem cabeça e com o rosto embutido no tronco, homens só com um pé gigante ou só com um olhos no meio da testa...
Entretanto, em 1437 dá-se o desastre de Tânger. A expedição era comandada por D. Henrique e D. Fernando mas a conquista não foi bem sucedida e os muçulmanos só deixaram retornar os portugueses ao reino com a garantia da entrega de Ceuta e o Infante D. Fernando feito prisioneiro e refém até se efectivar a entrega da referida praça, o que não chegou a acontecer. D. Fernando morreu no cativeiro, em Fez, depois de anos de privações e sofrimentos.
Em 1443 Nuno Tristão chega a Arguim, onde, em 1445, os portugueses edificaram a primeira feitoria que haveria de servir de modelo a construções posteriores, como a feitoria de S. Jorge da Mina.
Em 1456 Cadamosto descobre o arquipélago de Cabo Verde, desabitado, mas que não tem tão boas condições naturais para a fixação das populações como os anteriormente estudados, pois tinha um clima quente e seco, falta de água e solos inférteis, daí que o povoamento e a sua exploração vão ser muito lentos.
Em 1460, Pedro de Sintra chega à Serra Leoa e nesse mesmo ano morre o Infante D. Henrique. Com o seu desaparecimento termina o período henriquino da expansão portuguesa, período durante o qual é a figura do D. Henrique que lidera, impulsiona e financia as descobertas.
Não se esqueçam do seu lema de vida: "Talent de bien faire". Adotem-no!

Deixo-vos,como sempre, a apresentação em PowerPoint explorada em contexto de sala de aula e já reciclada e que podem consultar em E - A expansão portuguesa no tempo do Infante D. Henrique.

Relembro que a matéria para o teste sai até esta aula, apenas com mais o acrescento do contrato de arrendamento entre D. Afonso V e Fernão Gomes. Estudem!

Por último, deixo-vos um vídeo bastante interessante, da Telescola, sobre a Madeira e os Açores.


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