Todo o trabalho partilhado neste blogue pode ser visionado, consultado e utilizado, mas, por favor, não apague os créditos de um trabalho que é meu. E não plagie. O plágio é uma prática muito feia. Se entender contactar-me o meu e-mail é anabelapmatias@gmail.com
Agradeço aos autores dos vídeos a sua partilha, generosa, no Youtube. Sem esta partilha, as minhas postagens ficariam mais pobres.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

1ª Aula - A Crise do Século XIV

1ª Aula - A Crise do Século XIV

Sumário: A crise do século XIV - causas e consequências. A crise do século XIV em Portugal.

Metas Curriculares

. Domínio/Tema D

As crises do século XIV

. Subdomínio/Subtema

1. Conhecer e compreender as causas da crise do século XIV na Europa

. Descritores de Desempenho/Objetivos

1.1 - Identificar a Guerra dos Cem Anos como o principal conflito europeu do século XIV.
1.2 - Apontar o aumento demográfico, a escassez de áreas cultiváveis, as mudanças climáticas e a destruição causada pelas guerras como causas( interligadas) das fomes que grassaram no século XIV.
1.3 - Relacionar a expansão das doenças epidémicas com a fome, a falta de condições de higiene e
com o clima de guerra.
1.4 - Sublinhar a importância da peste negra neste contexto e o seu processo de difusão.
1.5 - Explicar as consequências demográficas e económicas da conjuntura de fome, peste e guerra.
1.6 - Relacionar a diminuição da mão de obra e o abandono dos campos com a quebra de produção e com a subida dos salários.
1.7 - Indicar as medidas tomadas pelos senhores e pelo poder régio para fazer face à diminuição das receitas.

. Subdomínio/Subtema

3. Conhecer e compreender os "levantamentos populares" rurais, os conflitos sociais urbanos e os "movimentos milenaristas".

. Descritores de Desempenho/Objetivos

3.1 - Relacionar as medidas régias e senhoriais para fazer face à crise com o surgimento de revoltas populares rurais na Europa Ocidental.
3.2 - Caracterizar os movimentos populares rurais e os conflitos sociais urbanos.
3.3 - Contextualizar o aparecimento de movimentos milenaristas (ideia de fim de mundo; moralização dos comportamentos).

Queridos alunos,

antes de me alongar no que vos interessa, quero avisar-vos que no blogue só postarei as aulas em que exploraremos a matéria, o que será feito nas aulas semanais de 90 minutos. Assim sendo, apenas numerarei estas aulas, mais teóricas, sem atender à numeração das aulas completamente práticas, as de 45 minutos, em que faremos exercícios escritos e respetivas correções. Ok?

E passamos à aula um do oitavo ano de escolaridade.
Lembram-se de termos falado de tempos de crescimento e de prosperidade, a partir do século XI, um pouco por toda a Europa? Pois esses tempos estenderam-se até ao início do século XIV, século em que se iniciou um tempo de muitos horrores e de muitas crises - crise climática, crise agrícola, crise demográfica, crise económica e crise social.
século XIV ficou marcado por anos de instabilidade climática que se traduziram em chuvas excessivas, inundações, descidas de temperatura, secas. Esta crise climática provocou uma crise económica pois os péssimos anos agrícolas daí decorrentes traduziram-se em quebras abruptas na produção de cereais, base alimentar da população da época. Os preços dos géneros alimentares dispararam. As exportações desceram, as moedas desvalorizaram. As condições de vida pioraram enormemente, a fome instalou-se e as populações, mal alimentadas e sem hábitos de higiene, tornaram-se mais frágeis e pasto ideal para as doenças se instalarem e propagarem. O século XIV foi farto em epidemias sendo a mais conhecida a célebre peste negra que, vinda do Oriente, matou cerca de 1/3 da população europeia e deixou povoações completamente despovoadas e campos abandonados por inexistência de mão de obra. Temos, assim, uma grave crise demográfica, com diminuição da taxa de natalidade e aumento da taxa de mortalidade, esta última agravada ainda pelas múltiplas guerras travadas no século XIV, um pouco por toda a Europa. A mais conhecida foi a guerra dos cem anos, que opôs a Inglaterra à França, mas podíamos dar outros exemplos e para recorrer a um exemplo português temos as guerras fernandinas, travadas entre Portugal e Castela, entre 1369 e 1382, que contribuíram para o empobrecimento e o sofrimento das populações já tão massacradas pelas dificuldades que, à época, no reino imperavam.
A esmagadora maioria da população, o povo, vivia em condições miseráveis, esmagado pelos impostos cobrados pelos seus senhores. Quando estes viram os seus rendimentos diminuírem, em consequência do aumento da taxa de mortalidade entre a população, tentaram recuperar os rendimentos perdidos aumentando os impostos aos sobreviventes que se encontravam já no limite das suas forças. Os assalariados, aproveitando-se da falta de mão de obra, aumentaram o custo do trabalho. Um pouco por toda a Europa estalaram revoltas populares, rurais e urbanas, durante as quais o povo, desesperado, assaltou, pilhou e incendiou castelos e residências senhoriais. Os senhores retaliaram e a Europa conheceu uma grave crise social.
O século XIV foi, por toda a Europa, um século de dificuldades e de crises e Portugal não foi exceção neste panorama geral.
A crise abrangeu os reinados de D. Afonso IV, D. Pedro e D. Fernando e, apesar das várias tentativas de solução, a verdade é que as medidas adotadas, das quais as mais célebres estão contidas na Lei das Sesmarias, de 1376, não tiveram grande êxito.
A Lei das Sesmarias obrigava todos quantos tivessem terras a cultivá-las, proibia a mendicidade e obrigava os antigos agricultores a voltarem à profissão, assim como seus filhos e netos e fixava os salários. Tentava-se, desta forma, aumentar a área cultivada, aumentar a mão de obra disponível, evitar abusos nos salários. O problema... foi aplicar a lei...

Como sempre podeis consultar a minha apresentação em PowerPoint, já alterada e publicada no sítio do costume, intitulada A - A Crise do Século XIV.

E podeis visionar o vídeo que seleccionei para vocês, sobre a peste negra, em espanhol, com a qualidade do Canal História.



E  ainda:

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Alteração de Nome do Blogue

Alteração de Nome do Blogue

Caríssimos alunos,

como tenho de me poupar um pouco e a decisão faz todo o sentido, acabei de alterar o nome deste blogue de História - 7º Ano para História - 3º Ciclo, uma vez que irei dar continuidade ao meu trabalho, agora no 8º ano, e pretendo para o ano continuar com o 9º abarcando, assim, toda a matéria de história referente ao 3º ciclo de escolaridade.
A partir de agora, já sabeis, nada de confusões, História - 3º Ciclo!!!

Retorno à Escola Pública

Retorno à Escola Pública

Meus queridos alunos,

estes são os dias de retorno à Escola Pública, depois de gozadas e terminadas as nossas mais que merecidas férias.
Aproveito este post para vos dar as boas vindas e explicar a perda, no meu horário, de duas turmas de história, durante este ano letivo.
Felizmente a disciplina de história, na EB 2/3 de Amarante, ganhou 45 minutos no 7º ano e outros tantos no 8º. Assim, temos agora uma carga letiva de 135 minutos semanais distribuídos num bloco de 90 minutos mais um tempo de 45 minutos, em todos os anos do 3º ciclo, o que, bem o sabeis, era absolutamente necessário para colmatar a desadequação entre o programa e o tempo letivo atribuído à sua lecionação.
Por este facto, perdi duas turmas a que não darei continuidade este ano letivo em que lecionarei oitavos anos. E, confesso, felizmente não me pronunciei sobre a escolha das turmas a perder... porque seria deveras difícil, para mim, fazê-lo. A quem "abandonei", por força das circunstâncias, deixo uma certeza - sabeis sempre onde me encontrar.
Chegados a este ponto, o trabalho com as restantes turmas prosseguirá nos moldes já conhecidos do ano anterior, acrescentado agora de uma aula prática onde faremos exercícios, exercícios, exercícios... por escrito... que agora teremos tempo para eles, consolidando matérias... assim o espero.
Espero que o ano me corra bem, e eu consiga dar conta do recado.
E, claro, que o ano seja excelente para todos vocês.

Votos de excelente trabalho a todos! Até já.
E beijinhos!