Todo o trabalho partilhado neste blogue pode ser visionado, consultado e utilizado, mas, por favor, não apague os créditos de um trabalho que é meu. E não plagie. O plágio é uma prática muito feia. Se entender contactar-me o meu e-mail é anabelapmatias@gmail.com
Agradeço aos autores dos vídeos a sua partilha, generosa, no Youtube. Sem esta partilha, as minhas postagens ficariam mais pobres.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

2ª, 3ª e 4ª Aula - A 1ª Guerra Mundial

2ª, 3ª e 4ª Aula - A 1ª Guerra Mundial

Sumário: Antecedentes da 1ª guerra mundial: rivalidades entre estados europeus e a formação de alianças. O deflagrar e as várias fases da guerra. O armistício. Consequências da guerra.

No final do século XIXinício do século XX existiam perigosas rivalidades entre várias potências europeias:
  • de ordem económica - concorrência entre estados, por exemplo entre uma Alemanha cada vez mais industrializada que rivalizava com a Inglaterra, rivalidades que se estendiam às colónias com a necessidade de abastecimento de matérias-primas, mão-de-obra barata, mercados para colocação de produtos e locais de investimento de capitais);
  • de ordem política - com a existência de nacionalismos exacerbadosdisputas territoriais, por exemplo a França quer recuperar a Alsácia e a Lorena ocupadas pela Alemanha; a Rússia, o império austro-húngaro e o império otomano querem impor a sua influência nos Balcãs; croatas, bósnios e eslovenos querem a independência política do Império Austro-Húngaro; a sérvia, estado independente, pretendia fazer uma grande nação eslava; a Polónia, partilhada entre a Alemanha, Rússia e Império Austro-Húngaro desejava a independência e unificação; a Finlândia, integrada no império russo também desejava a sua independência.
Em 1882 formou-se a Tríplice Aliança que integrava a Alemanha, a Austro-Hungria e a Itália e em 1907 a Tríplice Entente de que faziam parte a Inglaterra, a França e a Rússia. A formação destas duas alianças/blocos provocou uma corrida aos armamentos e, se um dos países de uma destas alianças fosse atacado, os seus aliados deviam-lhe auxílio e apoio militar. A Europa vivia, no início do século XX, uma verdadeira paz armada onde um qualquer acontecimento poderia revelar-se o rastilho para a guerra. Ora esse rastilho vai surgir na região dos Balcãs, autêntico barril de pólvora devido às disputas entre a Rússia, a Austro-Hungria e o Império Otomano, entre outros.
A 1ª Guerra Mundial teve o seu início no Verão de 1914, em consequência do assassinato do herdeiro do Império Austro-Húngaro, o arquiduque Francisco Fernando, no dia 28 de Junho, em Sarajevo, capital da Bósnia, cometido pelo sérvio Gavrilo Princip, membro de uma organização secreta chamada Mão Negra. Exactamente um mês passado sobre este fatídico acontecimento, a 28 de Julho de 1914, a Áustria, depois de ter enviado um ultimato humilhante à Sérvia e que foi rejeitado, enviou uma declaração de guerra à Sérvia. Os acontecimentos precipitaram-se, imparáveis!, sucederam-se as declarações de guerra e, a 4 de Agosto, a Bélgica, país neutral, foi invadida pelas tropas alemãs que pretendiam chegar rapidamente a Paris dando assim cumprimento ao Plano Schlieffen, de 1905, que apostava no ataque e ocupação rápida da França. Mas tropas alemãs foram dderrotadas e barradas pelos exércitos francês e inglês na Batalha do Marne, que ocorreu entre 5 e 12 de Setembro de 1914 e posteriormente os dois exércitos instalaram-se no terreno, começaram a abrir vastíssimas valas na chamada Frente Ocidental e também na Frente Oriental, as trincheiras, de um e de outro lado, pondo assim termo a uma primeira fase rápida da guerra conhecida por Guerra de Movimentos e inaugurando uma fase longa, que duraria até 1918, conhecida pela Guerra das Trincheiras e onde a guerra conheceria uma desumanização nunca antes experimentada.
Uma das épicas batalhas ocorridas durante esta guerra, Verdun, que duraria de 21 de Fevereiro a 18 de Dezembro de 1916, provocou perto de um milhão de mortos de ambos os lados e a ofensiva aliada ocorrida no Somme entre 1 de Julho e 19 de Novembro de 1916 também provocaria milhares e milhares de mortos e feridos de ambos os lados.
Nestas trincheiras, na frente de guerra, os soldados combateram ao frio, à chuva, à neve, mal alimentados vivendo na imundice, partilhando o espaço com os ratos e as ratazanas... corpos servindo de alimento a pragas de piolhos, corpos desfeitos pelas bombas, pelos tiros automáticos das metralhadoras, aniquilados pelo armamento químico utilizado pela primeira vez, pelos alemães, nesta guerra.

Post em construção...

Meus queridos alunos, partilho os vídeos de apoio à aula desta semana e a apresentação em PowerPoint intitulada B - A 1ª Guerra Mundial.

Partilho também uma ligação para um artigo saído no Público a 3/9/2014, intitulado Os 72 navios alemães que levaram à entrada de Portugal na Grande Guerra para quem quiser aprofundar um pouco mais as circunstâncias da entrada de Portugal na Grande Guerra.

Partilho ainda um link, aqui, para uma série de informação sobre a participação de Portugal na Grande Guerra.

E partilho excelentes documentários sobre tão nefasto acontecimento que marcou o fim de uma era.













quinta-feira, 26 de setembro de 2013

1ª Aula - A Hegemonia Europeia nos Finais do Século XIX

1ª Aula - A Hegemonia Europeia nos Finais do Século XIX

Meus caros alunos,

dando continuidade ao trabalho dos anos anteriores, partilho a primeira aula de matéria já explorada em contexto de sala de aula.

Ora então aqui vai...

No início do século XIX a Europa exibia uma superioridade económica assinalável quando comparada com o resto do mundo. Assim, era responsável por metade da produção industrial mundial sendo que Inglaterra, França e Alemanha eram os países mais industrializados do mundo; detinha 83% da frota mercantil e era em solo europeu que se situavam os principais portos marítimos; controlava o comércio a nível mundial e por si só era responsável por cerca de 62% de todas as trocas comerciais internacionais.
A superioridade europeia manifestava-se também no aspecto financeiro já que 80% de todos os capitais investidos a nível mundial eram europeus e era na Europa que se situavam os principais bancos.
Do ponto de vista demográfico, a Europa também manifestava uma superioridade assinalável, sendo responsável por, num continente tão pequeno do ponto de vista geográfico, cerca de 1/4 da população mundial - em vésperas da 1ª Guerra Mundial, que teve o seu início em 1914, a população europeia representava 27,3% da população mundial.
Aqui se situavam os maiores centros urbanos engrossados por uma população que vivia cada vez mais e melhor, decorrente dos hábitos alimentares de qualidade crescente, de hábitos de higiene cada vez mais regulares, do acesso aos progressos da medicina em termos de vacinação e tratamentos cada vez mais eficazes. A Europa foi, durante décadas e décadas, a fornecedora de milhões e milhões de emigrantes que povoaram e ocuparam todos os outros continentes, sem excepção.
A Europa explorava e controlava as suas colónias do ponto de vista económico, financeiro, cultural, religioso... e vai aprofundar este colonialismo durante a segunda metade do século XIX, pressionada pela necessidade de matérias primas e mão-de-obra barata tão necessárias para a sua industrialização crescente.
A Europa demonstrava também uma superioridade científica e cultural incrível bem patente em dados como: as principais academias de arte e literárias, bibliotecas, museus, universidades situavam-se em solo europeu; até 1914 todos os prémios Nobel foram atribuídos a europeus e a Europa orgulhava-se de exportar os seus estilos de vida, as suas modas, culturas, línguas.
Em suma, a Europa explorava e controlava as suas colónias do ponto de vista político, económico, financeiro, cultural, religioso... através do imperialismo e do colonialismo, que vai aprofundar durante a segunda metade do século XIX, pressionada pela necessidade de matérias primas e mão-de-obra barata tão necessárias para alimentar uma industrialização crescente ocorrida no continente europeu.
De todos os continentes o que despertava mais cobiça entre os países europeus era o extenso continente africano, em grande parte desconhecido, mas muito rico em matérias-primas e habitado por povos considerados inferiores e não-civilizados, racismo, que podiam fornecer mão-de-obra barata.
Na segunda metade do século XIX vários países europeus enviaram exploradores com a missão de fazerem o reconhecimento do interior de África com um intuito geográfico/científico, económico e político já que cada potencia se queria afirmar como a mais rica e mais poderosa. Destacam-se os ingleses David Livingstone e Henrique Stanley, o francês Pierre Brazza e os portugueses Hermenegildo Capelo, Roberto Ivens e Serpa Pinto que, enfrentando doenças raras, animais perigosos e tribos desconhecidas muito contribuíram para o alargar dos conhecimentos sobre o território africano.
Entre 1884 e 1885 realizou-se a Conferência de Berlim, por proposta do chanceler alemão Bismark, com a finalidade de regularizar a partilha de África entre as várias potências europeias. Assim, foram definidas as condições de posse desses territóriossubstituiu-se o direito de ocupação histórico pelo direito de ocupação efectiva em que as várias potências eram obrigadas a promover a efectiva ocupação e exploração dos territórios ultramarinos sob pena de perderem o direito sobre esses territórios.
Em 1886 foi desenhado o mapa cor-de-rosa, tornado público no ano seguinte, que expressava a pretensão portuguesa de unir Angola a Moçambique pelos territórios hoje ocupados pela Zâmbia, Zimbabué e Malawi. Ora esta pretensão portuguesa colidia com a pretensão inglesa de unir a Cidade do Cabo ao Cairo e, em 1890, Inglaterra enviou um Ultimato a Portugal, o chamado Ultimato Inglês, para que retirasse imediatamente as suas tropas do território entre estas duas colónias portuguesas.
Portugal, muito dependente economicamente de Inglaterra, obedeceu de imediato o que contribuiu para o desprestígio da monarquia.

Deixo-vos, como sempre, o link para a primeira apresentação em PowerPoint, que já foi partilhada numa página somente destinada às apresentações de 9º ano, em virtude da outra página estar já com a sua capacidade de armazenamento esgotada. Podem encontrá-la clicando sobre A - A Europa e o Mundo em Finais do Século XIX.

Deixo-vos ainda um vídeo sobre esta matéria e que já introduz matéria da próxima aula.



Ainda mais dois sobre a revolução industrial... para relembrar e enquadrar...





E partilho um pequeno vídeo sobre a Conferência de Berlim que não devem deixar de ver.



Agradecida pela atenção.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Portefólio - Apresentações

Alimento - Pão da Vida - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Portefólios - Apresentações 

As apresentações presenciais foram todas feitas durante a semana passada. Eu apresentei-me aos meus novos alunos integrados em três novas turmas de 7º ano, apresentei a disciplina e eles apresentaram-se a esta professora que lhes solicitou um portefólio arrumadinho e asseado que integrará várias secções entre as quais uma apresentação escrita sobre cada um deles/delas e uma apresentação da disciplina de História.
Hoje espreitei dois ou três, na sala de aula, enquanto os alunos faziam o teste de diagnóstico e gostei tanto do que li que lhes pedi para me enviarem os textos para o mail para publicação aqui no blogue.

Depois de ler alguns textos, garanto-vos: os alunos prometem!
 
Hoje publico os textos do M F. Saboreiem-nos.
 
"Olá! Convido quem está a ler isto, a descobrir o meu portefólio. Antes de mais, o meu nome é M***** e tenho 12 anos. Sou engraçado, amigável e a minha comida favorita é leitão à Bairrada. Os meus passatempos favoritos são estar no computador, andar de bicicleta, ver Tv e praticar desporto. Não posso dizer que a escola é chata, porque se o dissesse estaria a mentir. Até chegar aqui tive muito que percorrer, por isso, vamos dividir o tempo em duas partes: a.7 (antes do 7.ºano) e d.7 (depois do 7.ºano).

Tudo começou a 12 a.7 quando eu nasci no Hospital de S. Gonçalo com 3kg, no dia 1 de Agosto. A 11 a.7 todo o mundo assistiu ao maior acontecimento de sempre: os meus primeiros passos, quando eu estava de férias no Algarve. Alguns anos depois a 6 a.7 outro grande marco histórico: o meu primeiro contacto com um sistema de ensino, o 1.ºano.

Após quatro

E agora no ano 0 mais um desafio me espera, mas conto passar-lhe por cima como fiz com os outros.

Espero que o d.7 chegue depressa e que eu não tenha de repetir o ano 0, nem outros. Alguns anos d.7 gostaria de seguir um curso científico e vingar nessa área.

E É ASSIM QUE EU SOU!!!!!!!!!!!!!!!"

E agora aqui vos deixo a apresentação da disciplina de História realizada pelo mesmo aluno:


"Olá! Estou aqui para vos falar de História. A História é muito importante pois é fundamental sabermos mais sobre o nosso passado. No 7ºano, a História, tal como em outros anos, continua a ser interessante. Para melhor estudar a evolução da Humanidade os historiadores dividiram a História nos seguintes períodos: Pré-história, antiguidade, idade media, idade moderna, idade contemporânea. Para estudar o passado os historiadores precisam de ler, ver, investigar e interpretar os vestígios ou restos que deixaram os homens. Os historiadores usam muitos tipos de fontes para desvendar o passado. Para situar no tempo os factos os historiadores agrupam o tempo em anos, séculos etc...
      Este ano vou estudar três períodos da história: a pré-história, a antiguidade e a idade media. A aprendizagem destes três períodos vai dar-me conhecimentos sobre a vida de povos e sociedades de várias épocas: as atividades económicas, grupos sociais, tipos de governo, crenças religiosas, manifestações religiosas e artísticas. A par destes conhecimentos vou adquirir e desenvolver capacidades específicas de História.  
      É importante conhecer o nosso passado para sabermos como vai ser o nosso futuro."
 
Nota 1 - A Escola está para o nosso espírito, como o pão está para o nosso corpo...

Nota 2 - Desejo a todos quantos por aqui passarem um excelente ano escolar.